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Após decisão do TCE/SC, vereador reafirma cobrança técnica e pede respeito institucional

Revogação da cautelar sobre salas modulares não elimina problemas estruturais nem a falta de respostas técnicas do Executivo, afirma Bornhausen


O vereador Carlos Francisco Bornhausen voltou à tribuna da Câmara Municipal para atualizar seu posicionamento sobre a situação do loteamento do bairro Margem Esquerda, da Escola de Educação Básica Professora Angélica de Souza Costa e do processo de contratação de salas de aula modulares, agora à luz de nova decisão do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC).

O Tribunal revogou a medida cautelar que suspendia a licitação da Prefeitura de Gaspar para a construção das salas modulares. A decisão, assinada pelo conselheiro substituto Gerson dos Santos Sicca, ocorreu após a apresentação de adequações técnicas no projeto original.


O que motivou a suspensão e o que mudou


No final de 2025, o TCE/SC havia determinado a suspensão do processo licitatório diante de inconsistências técnicas relevantes, especialmente relacionadas a estudos, detalhamento construtivo e riscos à execução da obra.


Durante o período de suspensão, o município trabalhou em conjunto com a área técnica do Tribunal, apresentando:

  • novos relatórios técnicos;

  • revisões arquitetônicas;

  • maior detalhamento dos materiais e soluções construtivas.


Com isso, a cautelar foi revogada e a licitação está autorizada a prosseguir, desde que o município comprove, em até 30 dias, o atendimento final às exigências de padronização e acessibilidade indicadas pela Diretoria de Licitações e Contratações do TCE/SC.


Posicionamento do vereador: decisão positiva, mas problema maior permanece


Para o vereador, a decisão do Tribunal é importante e deve ser reconhecida, mas não invalida os questionamentos técnicos feitos anteriormente, nem resolve o problema estrutural da escola e do loteamento.


O vereador também se manifestou nas redes sociais, após ter sido citado de forma desrespeitosa na tribuna, deixando claro que não compactua com embates pessoais ou espetacularização política.

“Quando a tribuna vira palco para confronto e desrespeito, quem perde é a comunidade. Eu não fui eleito para isso. Meu compromisso é com a transparência, com o respeito e com o trabalho que transforma a realidade das pessoas.”

Segundo Bornhausen, ao questionar tecnicamente um processo público de infraestrutura, recebeu respostas vagas, sem informações suficientes, o que motivou a denúncia pública.

“Enquanto alguns escolhem o embate e cortes para redes sociais, eu escolho os fatos. Eu sigo mostrando o que precisa ser resolvido.”

O vereador destacou, de forma positiva, a recente visita do prefeito à escola:

“Fico realmente contente que o prefeito tenha ido até a escola e visto de perto o que precisa de atenção. Isso é governar: olhar, ouvir e agir.”

Segurança das crianças como prioridade absoluta


Por fim, Bornhausen reforçou que o centro do debate não são disputas políticas, mas a segurança das crianças e a tranquilidade das famílias.

“Precisamos ter a certeza de que nada de errado vai acontecer. É disso que estamos falando.”

O vereador concluiu reafirmando seu posicionamento: menos briga, mais trabalho; menos discurso vazio, mais responsabilidade técnica; respeito acima de tudo, e sempre em defesa da comunidade de Gaspar.


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